Qual a diferença da solidão depressiva e da solitude?

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A solidão é uma experiência humana universal, mas sua interpretação e impacto podem variar significativamente. Dentro da psicologia holística e transpessoal, duas abordagens distintas emergem para entender a solidão: a solidão depressiva e a solitude. Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, suas essências e implicações são profundamente diferentes.

Compreendendo a solidão depressiva como uma metáfora, de um abismo de desconexão e nulidade existencial.
Sendo a solidão depressiva uma condição emocional caracterizada por um profundo sentimento de desconexão, desamparo e tristeza. Neste estado, a pessoa se sente isolada do mundo ao seu redor, incapaz de estabelecer conexões significativas com os outros. É comum que a solidão depressiva seja acompanhada por sintomas de depressão, ansiedade e baixa autoestima.

Do ponto de vista da psicologia holística, a solidão depressiva é vista como um desequilíbrio nos aspectos emocionais, mentais e espirituais do ser humano. Pode surgir de traumas passados, relações interpessoais disfuncionais, falta de autoconhecimento ou desconexão com o propósito de vida.

Vejamos a solitude na perspectiva como um retiro consciente para o autoconhecimento.
O processo da solitude é uma escolha consciente de estar sozinho, mas não se sentir solitário. É um estado de estar em paz consigo mesmo, aproveitando a companhia interna e buscando a renovação espiritual e emocional. Na solitude, a pessoa encontra tempo para reflexão, criatividade e autodescoberta.

Na perspectiva transpessoal, a solitude é vista como uma prática essencial para o desenvolvimento espiritual e a expansão da consciência. É durante esses momentos de quietude que podemos nos reconectar com nossa essência mais profunda e nos alinhar com o universo ao nosso redor.

Como podemos distinguir entre solidão depressiva e solitude: Embora ambas possam compartilhar a experiência de estar sozinho, suas origens e efeitos são radicalmente diferentes. Aqui estão algumas maneiras de distinguir entre as duas:

Fonte de Desconforto: Na solidão depressiva, o desconforto surge da sensação de desconexão e vazio interior. Na solitude, o estar sozinho é uma escolha consciente e satisfatória.

Resposta Emocional: Enquanto a solidão depressiva geralmente desencadeia emoções negativas, como tristeza e desespero, a solitude é frequentemente acompanhada por sentimentos de paz, contentamento e até mesmo alegria.

Comportamentos Associados: Pessoas que experimentam solidão depressiva tendem a se isolar ainda mais e podem desenvolver comportamentos autodestrutivos. Por outro lado, aqueles que praticam a solitude buscam atividades que promovam o autoconhecimento e o bem-estar, como meditação, escrita ou contemplação da natureza.

Concluindo: A diferença entre solidão depressiva e solitude, reside na qualidade da conexão consigo mesmo e com o mundo ao redor. Enquanto a solidão depressiva é um estado de desconexão e sofrimento, podendo representar o quadro da doença depressão, necessitando de tratamento psicoterapêutico e médico; a solitude é um convite para o autoconhecimento e o conhecimento espiritualista do Ser. Ao abraçar a solitude e cultivar relacionamentos saudáveis, podemos transcender a solidão e encontrar significado e plenitude em nossas vidas.

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados).

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Este post tem 2 comentários

  1. Maria Luísa

    Suzete,
    A primeira vez aqui no seu blog, este seu artigo me ajudou muito, você não tem ideia, sempre gostei de estar em minha companhia, as pessoas diziam para eu ter cuidado de não ficar deprimida, pois bem, agora sei a diferença e que o que eu aprecio é solitude, graças ao seu excelente artigo.
    Gostei demais do seu blog e obrigada por esse artigo.
    Um abraço
    Malu.

    1. Suzete Brainer

      Que bom que meu artigo lhe ajudou, agradeço a sua gentileza de comentar com um depoimento
      tão sublime e pertinente, valorizando mais ainda a mensagem do artigo.
      Espero que você retorne aqui, sempre teremos novas postagens.

      Um abraço de Paz, Malu!
      Suzete Brainer,

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