Medo Traumático versus Síndrome de Pânico: Compreendo as Diferenças.

Enquanto o medo traumático e a síndrome do pânico podem compartilhar semelhanças em sua natureza avassaladora de aprisionamento interior e uma estagnação existencial, suas origens e características apresentam distinções cruciais que exigem abordagens de tratamento diferentes.

Medo Traumático: Uma Reação ao Trauma

O medo traumático surge como uma resposta a um evento traumático específico, como um acidente grave, abuso ou experiência de violência. Esse tipo de medo é frequentemente acompanhado por flashbacks, pesadelos e um modo reativo de fuga em relação a situações ou estímulos relacionados ao evento traumático. A pessoa pode experimentar uma intensa sensação de perigo iminente sempre que confrontada com gatilhos que lembrem o evento traumático.

Síndrome do Pânico: Uma Experiência Recorrente

Por outro lado, a síndrome do pânico é caracterizada por ataques de pânico recorrentes e inesperados, que podem ocorrer sem um gatilho evidente. Embora os ataques possam ser desencadeados por situações estressantes, eles muitas vezes surgem espontaneamente, causando uma sensação aterrorizante de medo e desconforto extremo. A pessoa pode viver com medo constante de ter outro ataque de pânico, o que pode levar a um ciclo de ansiedade e evitação de atividades cotidianas.

Diferenças Fundamentais

Uma das diferenças fundamentais entre o medo traumático e a síndrome do pânico reside em suas causas subjacentes. Enquanto o medo traumático está enraizado em um evento específico, a síndrome do pânico muitas vezes surge sem um evento traumático identificável. Além disso, o medo traumático tende a estar associado a uma sensação de perigo real, enquanto a síndrome do pânico pode ser desencadeada por uma percepção distorcida de ameaça.

Abordagens de Tratamento

As abordagens de tratamento para medo traumático e síndrome do pânico também diferem. No caso do medo traumático, a terapia focada no trauma: como a experiência vivenciada pelo indivíduo, a ser trabalhada na psicoterapia, com técnicas de regressão, relaxamento e Gestalt. Esta forma de terapia ajuda os indivíduos a processar e reconstruir suas experiências traumáticas, reduzindo assim os sintomas relacionados ao trauma.

Para a síndrome do pânico, a psicoterapia analítica, com foco holistico, incluindo técnicas de relaxamento, regressão e exercícios de dessensibilizarão sistemática, é comumente utilizada para ajudar os indivíduos a enfrentar seus medos e aprender estratégias de enfrentamento eficazes para lidar com os ataques de pânico. Em alguns casos, a terapia medicamentosa também pode ser prescrita para ajudar a controlar os sintomas.

Em suma, embora o medo traumático e a síndrome do pânico possam compartilhar algumas semelhanças em sua natureza opressora, são experiências distintas com causas, características e abordagens de tratamento específicas. Compreender essas diferenças é essencial para fornecer suporte eficaz e tratamento adequado para aqueles que vivenciam esses desafios emocionais. Nas duas situações se faz necessário ajuda especializada de psicólogo clínico para uma avaliação de tratamento, e também a possibilidade de um acompanhamento medicamentoso, prescrito por um psiquiatra no foco a curto prazo em concordância com a psicoterapia realizada.

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

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